domingo, 18 de janeiro de 2009

Na corda bamba


Naquela manhã solarenga de sábado, saí decidida a acabar com tudo.
Fartei-me da pessoa em que me tornei, cheia de medos e receios, egoísta, fria, calculista … Caminhei sem olhar para trás, pois sabia que se o fizesse iria fraquejar como até então.
Sentei-me no banco, junto à árvore e tirei a corda. Naquele momento, tive a sensação de ter nas mãos a corda da minha vida. Estava prestes a dar-lhe um nó. Mas, não consegui. Vi, reflectidos naquela corda, momentos da minha curta vida.
Os sorrisos que deixei desenhar nos meus lábios, as lágrimas que deixei cair, os abraços que dei, o amor e carinho que senti, as pessoas que conheci, que amei, que de uma forma ou outra me marcaram … Não consegui, mais uma vez fraquejei. Foi mais forte que eu. Não tive coragem de magoar as pessoas que amava acima de tudo, a minha família. Sabia que se o fizesse os iria magoar muito e não tinha esse direito. Não podia tirar-lhes o sorriso e deixá-los na incerteza do porquê. Não podia ser tão egoísta ao ponto de acabar com a minha angústia e deixá-los em sofrimento.
Saí dali a correr, corri o mais que pude. Quanto mais corria, mais forte me sentia e mais feliz. Era como se estivesse a largar tudo para trás a cada passo e sentia-me leve, leve como uma pena.
Aquela corda bamba mudou a minha vida.
Salvei-me do precipício!



Ana Barroso, 2008
- Fotografia tirada da internet

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Flôr

(Fotografia tirada e editada por mim)

- Póvoa de Lanhoso - 2008
- Primeiro post de 2009 ;D

domingo, 14 de dezembro de 2008

O sol, visto à minha maneira

(fotografia tirada por mim - Praia fluvial, Póvoa de Lanhoso)

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Não sei para onde vou ...

(Foto tirada e editada por mim)

domingo, 7 de dezembro de 2008

Até ao fim da linha

(Foto tirada e editada por mim)

sábado, 6 de dezembro de 2008

(Foto tirada e editada por mim)

Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...
O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...
Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar...


Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar...

Alberto Caeiro