
Naquela manhã solarenga de sábado, saí decidida a acabar com tudo.
Fartei-me da pessoa em que me tornei, cheia de medos e receios, egoísta, fria, calculista … Caminhei sem olhar para trás, pois sabia que se o fizesse iria fraquejar como até então.
Sentei-me no banco, junto à árvore e tirei a corda. Naquele momento, tive a sensação de ter nas mãos a corda da minha vida. Estava prestes a dar-lhe um nó. Mas, não consegui. Vi, reflectidos naquela corda, momentos da minha curta vida.
Os sorrisos que deixei desenhar nos meus lábios, as lágrimas que deixei cair, os abraços que dei, o amor e carinho que senti, as pessoas que conheci, que amei, que de uma forma ou outra me marcaram … Não consegui, mais uma vez fraquejei. Foi mais forte que eu. Não tive coragem de magoar as pessoas que amava acima de tudo, a minha família. Sabia que se o fizesse os iria magoar muito e não tinha esse direito. Não podia tirar-lhes o sorriso e deixá-los na incerteza do porquê. Não podia ser tão egoísta ao ponto de acabar com a minha angústia e deixá-los em sofrimento.
Saí dali a correr, corri o mais que pude. Quanto mais corria, mais forte me sentia e mais feliz. Era como se estivesse a largar tudo para trás a cada passo e sentia-me leve, leve como uma pena.
Aquela corda bamba mudou a minha vida.
Salvei-me do precipício!
Fartei-me da pessoa em que me tornei, cheia de medos e receios, egoísta, fria, calculista … Caminhei sem olhar para trás, pois sabia que se o fizesse iria fraquejar como até então.
Sentei-me no banco, junto à árvore e tirei a corda. Naquele momento, tive a sensação de ter nas mãos a corda da minha vida. Estava prestes a dar-lhe um nó. Mas, não consegui. Vi, reflectidos naquela corda, momentos da minha curta vida.
Os sorrisos que deixei desenhar nos meus lábios, as lágrimas que deixei cair, os abraços que dei, o amor e carinho que senti, as pessoas que conheci, que amei, que de uma forma ou outra me marcaram … Não consegui, mais uma vez fraquejei. Foi mais forte que eu. Não tive coragem de magoar as pessoas que amava acima de tudo, a minha família. Sabia que se o fizesse os iria magoar muito e não tinha esse direito. Não podia tirar-lhes o sorriso e deixá-los na incerteza do porquê. Não podia ser tão egoísta ao ponto de acabar com a minha angústia e deixá-los em sofrimento.
Saí dali a correr, corri o mais que pude. Quanto mais corria, mais forte me sentia e mais feliz. Era como se estivesse a largar tudo para trás a cada passo e sentia-me leve, leve como uma pena.
Aquela corda bamba mudou a minha vida.
Salvei-me do precipício!
Ana Barroso, 2008
- Fotografia tirada da internet
